Megaoperação da Polícia Federal tem 3 PMs entre os 13 presos.

7 out

No total, 10 suspeitos foram presos no Rio e outros três no Espírito Santo. Operação acontece nesta sexta-feira (7) em pelo menos 12 estados e DF.

Lilian Quaino –     Do G1 RJ

Três policiais militares estão entre os 10 presos no Rio de Janeiro durante a Operação Black Ops,
deflagrada nesta sexta-feira (7) pela Polícia Federal (PF) em pelo
menos 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. A ação tem o
objetivo de prender integrantes de uma organização criminosa que atua no
Brasil e em outros países.

De acordo com o superintendente da PF no Rio, Valmir Lemos de Oliveira,
13 pessoas foram presas, sendo 10 no Rio e três no Espírito Santo, até
as 11h desta sexta, na Operação Black Ops.

De acordo com a PF, o grupo é suspeito de crimes tributários, lavagem
de dinheiro, contrabando e exploração de máquinas caça-níqueis. Os
agentes tentam cumprir 119 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão,
segundo informou a assessoria da PF no Rio, após 2 anos de
investigações.

Nesta manhã, vários carros importados foram apreendidos em uma
concessionária na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo
Oliveira, além dos carros, joias e recursos financeiros também foram
apreendidos, mas o valor ainda não foi divulgado.

Agente da Receita Federal fotografa carros importados apreendidos em operação da Polícia Federal na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio (Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo)Agente  da Receita Federal fotografa carros importados apreendidos em operação  da Polícia Federal na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
 (Foto: Gabriel  de Paiva/Agência O Globo)

O esquema

A quadrilha, segundo a polícia, atua na importação de veículos de luxo
usados, prática que de uma forma geral é proibida pela legislação
brasileira. A pena para o crime de contrabando é de 1 a 4 anos de
reclusão. Também há suspeita de sonegação fiscal nas operações
comerciais de várias importadoras e revendedoras investigadas.

Investigações apontam que, entre 2009 e 2011, as empresas envolvidas na
fraude fizeram, pelo menos, a importação de mais de cem veículos. Mas
suspeita-se que esse número seja ainda maior, podendo chegar a mais de
500 veículos importados no período, inclusive com a participação de
outras importadoras.

Segundo a polícia, a importação de carros usados só é permitida entre
colecionadores, quando os veículos têm mais de 30 anos de fabricação; em
casos de herança aberta no exterior; ou quando são importados por
missões diplomáticas, repartições consulares e representações de
organismos internacionais.

Penas de até 10 anos de prisão

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de contrabando e comércio
ilegal de pedras preciosas, crime contra a economia popular, formação de
quadrilha, crimes contra ordem tributária, lavagem de capitais, evasão
de divisas, entre outros delitos. As penas podem chegar a 10 anos de
prisão.

Segundo a PF, a operação, deflagrada em conjunto com a Receita Federal e
o Ministério Público Federal, conta com a participação de 150
servidores da Receita e 500 policiais federais. A investigação contou
com o apoio externo de agências de inteligência de Israel, da Inglaterra
e dos Estados Unidos.

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