A INTERNACIONALIZAÇÃO DA MOEDA MUNDIAL. #QUESTIONE!

19 out

Para FMI, real tem potencial para se internacionalizar.

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Valor Online | 19/10/2011

O real é uma das cinco moedas de países emergentes com potencial para se  internacionalizar, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI), em estudo  preparado pelo seu corpo técnico e divulgado nesta quarta-feira.

Além do Brasil, os outros países que compõem o grupo dos Brics têm chances de  internacionalizar as suas moedas, incluindo China, Rússia, Índia e África do  Sul. Mas o real provavelmente será uma moeda regional e um ativo de reserva, a  exemplo do dólar australiano. Já o yuan da China pode ter papel global, aponta o  FMI.

“No longo prazo, as moedas dos países emergentes mostram potencial para  atingir um papel mais amplo no uso internacional, similar ao de economias  avançadas”, afirma o estudo do FMI. Na definição usada pelo FMI,  internacionalização de uma moeda significa o seu uso fora das fronteiras do país  que a emite, incluindo a compra de bens, serviços e uso como ativos financeiros  em transações entre não residentes. Hoje, a principal moeda internacional é o  dólar dos Estados Unidos.

Também têm papel relevante o euro, o iene do Japão e a libra, além de moedas  de outros países desenvolvidos, como da Suíça e Canadá. O FMI analisou os  fatores que, no último século, determinaram a internacionalização de moedas de  países como o dólar americano, o iene e o marco alemão. Os mais importantes são  o tamanho da economia, a rede de comércio internacional do país, o  aprofundamento e liquidez do mercado financeiro local e a estabilidade e  convertibilidade de cada moeda.

Os países emergentes têm avançado bastante nesses quesitos nos últimos anos.  Nos casos dos países que compõem os Brics, afirma o FMI, existem evidências de  seu maior uso no cenário internacional. “Por exemplo, o uso do real em  derivativos no exterior aumentou 50% [nos anos recentes], dobrou para a rúpia  indiana e o rublo russo e aumentou 12 vezes para o yuan chinês.” A fatia  brasileira no comércio mundial se manteve constante nos últimos anos, nota o  FMI, mas o país cresceu como parceiro comercial regional.

O fato de o Brasil exportar commodities também favorece o uso de sua moeda  como ativo financeiro, pois mantê-la em carteira é uma forma de importadores de   produtos básicos se protegerem contra oscilações nos preços. O Brasil pontua bem também no quesito abertura da conta de capitais. Por muitos anos, países  emergentes limitaram o papel internacional de suas moedas. Entre os benefícios  de ter uma moeda internacional, diz o FMI, estão a redução dos custos de
transações e redução dos custos de financiamento.

Algumas estimativas indicam que o Tesouro dos Estados Unidos paga 0,6% menos  nos seus títulos porque o dólar é uma moeda de reserva. Os riscos, por outro  lado, são a perda de controle sobre o volume de dinheiro em circulação e mais  dificuldade para combater a inflação, já que as atividades internacionais fogem  do controle dos bancos centrais nacionais. Também podem deixar os países mais  vulneráveis à fugas de capitais.

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