Confrontos na Síria deixam dezenas de mortos.

19 out

Na cidade de Homs, foco da resistência ao regime de Bashar al-Assad, os choques provocaram pelo menos 21 mortes.

iG São Paulo | 17/10/2011 .

Pelo menos 21 sírios, entre civis e policiais, foram mortos nesta segunda-feira em novos confrontos na cidade de Homs, informou à BBC o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres. A cidade, terceira maior do país, tem sido um foco de resistência desde que os protestos tiveram início no país em março, com o intuito de tirar do poder Bashar al-Assad, cuja família está na presidência há 41 anos.

Foto: Reuters

Na Jordânia, manifestantes protestam em frente à sede da ONU contra o regime sírio (15/10)

Testemunhas afirmaram que tanques e morteiros foram posicionados em distritos de Homs, incluindo Khalidya e Bab Sbaa. Um relatório não confirmado diz que atiradores teriam matado dois civis que estavam a caminho de funerais de manifestantes mortos pelas forças da segurança um dia antes.

O governo afirma que “grupos terroristas armados” estão operando em Homs, matando civis e autoridades. Rami Abdel Rahman, do Observatório Sírio de Direitos Humanos, afirmou à AFP que suspeitava que desertores do exército teriam explodido um veículo militar próximo a Ehssem, a noroeste da província de Idlib, matando um civil e três soldados. A informação, no entanto, não foi confirmada.

Representantes do Comitê de Coordenação Local ouvidos pela EFE informaram também a morte de três civis, entre eles uma criança de dez anos, em Hama e outra em Deraa. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas oficialmente nem puderam ser contrastadas independentemente devido às restrições impostas pelo regime de Damasco aos jornalisas.

A agência oficial Sana informou a morte de três soldados em Homs por disparos de “grupos armados terroristas”, mas não especificou quando aconteceram as mortes.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ergueu o tom de voz nesta segunda-feira contra Assad, aconselhando-o a deter as matanças em seu país. “Há mortes contínuas de civis. Essas matanças devem parar imediatamente”, declarou Ban Ki-moon em Berna. “Já disse a Assad: pare antes que seja tarde demais”, acrescentou.

“É inaceitável que haja 3 mil mortos”, insistiu, referindo-se à contagem da ONU das vítimas da violenta repressão do movimento contra o regime. No domingo, a Liga Árabe também pediu ao governo sírio e à oposição para realizar uma “conferência de diálogo nacional” dentro de 15 dias para acabar com a violência e “evitar uma intervenção estrangeira”.

A organização panárabe, que se reuniu em caráter extraordinário na capital egípcia, decidiu formar uma comissão ministerial presidida pelo Qatar para “contatar os dirigentes sírios para por um fim a todos os atos de violência”.

Médicos

O Comitê de Coordenação Local acusou as forças de segurança da Síria de ter como alvos médicos que tratam os manifestantes feridos.  De acordo com o grupo de direitos humanos, 25 médicos e farmacêuticos de clínicas privadas e hospitais foram presos nas última semanas.

O grupo acrescenta que 250 foram presos desde o começo dos protestos contra Assad. A acusação de que a Síria está detendo médicos e invadindo hospitais em busca de manifestantes já tinha sido feita por outros grupos humanitários.

No mês passado o Human Rights Watch disse que os agentes de segurança da Síria “removeram à força” pacientes de um hospital e alertado médicos de tratarem feridos em Homs. O grupo fez o relatório baseado em testemunhas, incluindo os próprios médicos.

Com AP, AFP, BBC e EFE

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