Estudantes entram em choque com polícia em 2º dia de paralisação no Chile.

19 out

Jovens armam barricadas, bloqueiam ruas e atiram coquetéis molotov contra policiais, que respondem com gás e jatos d’água.

iG São Paulo | 19/10/2011.

Grupos de jovens encapuzados armaram barricadas e atacaram a polícia com coquetéis molotov em diferentes pontos da capital chilena, Santiago, nesta quarta-feira, no segundo dia de uma paralisação de 48 horas convocada pelo movimento estudantil chileno.

Foto: AP

Manifestantes bloqueiam rua no centro de Santiago, capital do Chile

As manifestações começaram por volta das 7h30 no horário local (8h30 de Brasília), em frente à Universidade de Santiago (Usach), onde jovens montaram barricadas interrompendo a passagem de pedestres em uma calçada da Alameda, a principal via da capital.

Os estudantes lançaram coquetéis molotov contra a polícia, que utilizou jatos d’água e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Os incidentes se repetiram perto de universidades e escolas no centro da cidade e no bairro de Providência, onde os distúrbios dificultaram a circulação de veículos.

O subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, classificou o primeiro dia de mobilizações como “uma nova jornada de violência”. Segundo ele, 263 manifestantes foram detidos.

O ministro afirmou que “há grupos que estão coordenados para gerar um quadro de violência e alteração da ordem pública” e destacou os confrontos registrados durante a madrugada, na região norte da capital, ocasião em que dois policiais foram feridos com balas de chumbo. “O governo condena este tipo de ação e reitera que as convocações para paralisar o país não colaboram com o diálogo”, declarou.

Para esta quarta-feira está previsto o retorno dos líderes estudantis Camila Vallejo, presidente da Confederação dos Estudantes do Chile (Confech), e Giorgio Jackson, presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica do Chile (Feuc), respectivamente, depois de um giro por França, Bélgica e Suíça, durante o qual denunciaram a crise do setor educacional em seu país.

Líderes estudantis estão pedindo por uma reforma no sistema educacional chileno, o qual, segundo eles, é desigual e precisa de investimentos. O sistema é dividido entre escolas públicas e privadas, e críticos têm rotulado essa forma como um “apartheid educacional”.

Os manifestantes querem que o governo central tome o controle total da educação e aumente os investimentos em escolas e universidades públicas. Piñera prometeu uma reforma limitada, com um investimento extra de US$ 4 bilhões, mas rejeitou que o governo controle plenamente a educação.

Com Ansa e EFE

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