Chuva de meteoros Oriônidas acontece nesta sexta-feira.

21 out

Fenômeno terá ápice às 4h30 da manhã deste sábado e terá boa observação no Brasil

iG São Paulo | 21/10/2011

Foto: Nasa

Chuva de meteoros Oriônidas vai riscar o céu na madrugada deste sábado

Na madrugada de sábado (22), vai ocorrer o ápice da chuva de meteoros Oriônidas. O fenômeno não ganha tanto em espetáculo pela quantidade de meteoros, apenas 15 por hora, mas pela boa visualização. No Brasil, será possível ver a chuva de meteoros de maneira privilegiada, pois às 4h30 da manhã ela vai ficar alta no horizonte, facilitando a observação do fenômeno. A chuva de meteoros poderá ser vista já a partir das 23h15 desta sexta-feira (21).

Além da posição da chuva de meteoros, que tem como radiante uma constelação muito próxima ao equador celeste, o fenômeno vai ser beneficiado pela lua minguante, quase nova, que pela pouca iluminação que provoca na noite vai permitir que a chuva de meteoro não seja ofuscada no céu.

“Embora não seja a maior chuva de meteoros do ano, definitivamente vale a pena se levantar para vê-la”, disse Bill Cooke, do Escritório Ambiental sobre Meteoritos da Nasa.

A chuva de meteoros Oriônidas é provocada pelos detritos do cometa Halley. Em maio deste ano, outra chuva de meteoros provocada pelo cada pelo cometa, a ETA Aquarida, riscou o céu. Foram entre 40 e 60 meteoros por hora. O diretor do planetário de São Paulo, João Paulo Delicato, explica que cada passagem do Halley se deu em caminhos diferentes. “O cometa tem uma órbita elíptica mais ela não é regular”.

A agência espacial americana indicou que, neste ano, as Oriônidas emergirão do céu na noite emolduradas por algumas das constelações mais brilhantes procedentes de Orion e passarão por Touro, Gêmeos, Leão e Ursa Maior.

Mas este ano, além disso, Lua e Marte são parte do espetáculo. O satélite natural da Terra e o Planeta Vermelho formarão os dois vértices de um triângulo celeste que fechará Regulus, a estrela mais brilhante da constelação Leão no momento mais ativo da chuva, horas antes do amanhecer.

Cooke e sua equipe estarão vigiando os meteoritos que atravessarem a Terra e também os que impactarem na Lua, já que, segundo ele, os restos de cometas como o Halley estão presentes em todo o sistema Terra-Lua.

A diferença é que a Lua, por não ter atmosfera, recebe os meteoritos diretamente, os quais impactam e explodem na superfície lunar, provocando o aquecimento térmico das rochas lunares e um brilho que às vezes é visto da Terra com telescópios.

A equipe de Cooke começou a trabalhar em 2005 e, desde então, detectou mais de 250 meteoritos lunares, alguns dos quais explodem “com energias superiores a centenas de quilos de dinamite”.

Neste período, registraram 15 chuvas de meteoros Oriônidas que bateram a Lua, duas em 2007, quatro em 2008, e nove em 2009.

Observar como esses meteoritos batem no satélite é uma boa maneira de aprender sobre a estrutura dos fluxos de detritos do cometa e a energia de suas partículas, explica o cientista, que ajudará seu grupo a calcular os fatores de risco para os astronautas que esperam, algum dia, voltar a caminhar sobre a superfície lunar.

(Com informações da EFE)

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