Obama anuncia que retirada total do Iraque ocorre até fim do ano.

21 out

Desde 31 de agosto de 2010, quando EUA concluíram missão de combate, ficaram  cerca de 39 mil militares para assessorar iraquianos.

iG São Paulo | 21/10/2011.

Foto: AP

Presidente dos EUA, Barack Obama, conclui pronunciamento em que confirmou
retirada total do Iraque até o fim deste ano

O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira que os EUA
cumprirão a promessa de retirar todos os soldados dos EUA do Iraque até o fim do
ano. Desde 31 de agosto do ano passado, quando os EUA concluíram sua missão de
combate, ficaram no país árabe cerca de 39 mil militares para treinar e
assessorar as tropas iraquianas. Em 2008, os EUA chegaram a ter 165 mil soldados
no país.

“Como prometido, o restante de nossas tropas no Iraque voltará para casa até o final do ano. Após quase nove anos, a guerra da  América no Iraque estará  cabada”, disse Obama, referindo-se ao conflito iniciado por seu antecessor, George W.  Bush (2001-2009), em março de 2003.

De acordo com o presidente americano, EUA e Iraque estão em “total acordo”
sobre como seguir adiante, acrescentando: “Os EUA deixam o Iraque com a cabeça
altiva. Essa é a forma como os esforços militares nos EUA terminarão.”

Obama também prometeu assistência e “uma parceira forte e duradoura” com o
governo iraquiano. Ele fez as declarações após uma videoconferência com o
primeiro-ministro Nuri al-Maliki.

Debate sobre treinamento

Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, 4.808 militares americanos morreram
no Iraque desde março de 2003. O prazo para a retirada completa em 2003 havia
sido estabelecido por Bush, mas mesmo assim a questão foi submetida a um intenso  debate.

Líderes iraquianos queriam que 5 mil soldados  americanos permanecessem no país como instrutores, mas sem imunidade perante a Justiça do Iraque. O  comando militar americano no Pentágono recusou-se a aceitar essa condição.

O significado do fim da guerra é tão diferente para os EUA e para o Iraque
como foi o seu início. Para oficiais americanos, ele carrega o simbolismo de
cumprir uma promessa de campanha e encerrar uma guerra que causa divisão e custa  caro para o presidente.

Para as elites políticas do Iraque, o momento é definido por realidades
conflitantes: de um lado, a insurgência latente e uma força de segurança
iraquiana que ainda precisa de ajuda estrangeira, e do outro a pressão para
optar pela retirada dos americanos.

*Reuters, BBC e New York Times

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