Primeiro brasileiro a trabalhar no Facebook recruta compatriotas.

21 out

Rodrigo Schmidt viaja o Brasil em busca de novos engenheiros para trabalhar na rede social. Desde 2009, já contratou 11 pessoas.

Claudia Tozetto, iG São Paulo | 21/10/2011

Foto: Divulgação

Schmidt, em sua mesa no Facebook: viagens ao Brasil também servem para descobrir novos talentos

No final de 2007, Rodrigo Schmidt enfrentava um longo voo de volta de San Francisco para a Suiça, onde morava na época, por conta de seu doutorado em ciências da computação. Ele não estava preocupado com a viagem, mas com uma resposta do Facebook, empresa que ele havia visitado pela segunda vez para uma entrevista de emprego. A resposta não demorou e, antes de chegar em casa, ele já estava empregado como engenheiro de software.

Schmidt foi o primeiro brasileiro contratado pelo Facebook, rede social que atualmente é a mais popular em todo o mundo, com quase 800 milhões de usuários. “Eu estava acostumado ao ambiente acadêmico e voltado às teorias e aqui fui exposto a uma realidade diferente”, disse Schmidt em entrevista ao iG um dia após completar três anos de carreira no Facebook.

Mesmo contratado, Schmidt ainda demorou um ano para se mudar para a Califórnia (EUA), por conta da documentação necessária e da mudança. “O Facebook deu todo o suporte, como o pagamento dos custos de transporte da mudança de móveis e bens pessoais”, diz o engenheiro.

Ele só começou, de fato, a trabalhar em outubro de 2008 e a cultura da nova empresa o impressionou: numa grande sala aberta, em que cada funcionário tem sua mesa (a de Schmidt tem uma grande bandeira do Brasil), não existe hierarquia, nem barreiras no dia a dia de trabalho. “Aqui eles têm aquela cultura hacker de inovação e você pode falar com qualquer pessoa, sejam diretores ou gerentes, sobre suas ideias”, diz Schmidt.

Cinco projetos em três anos

Desde sua chegada ao Facebook, Schmidt já trabalhou na equipe de infraestrutura, que cuida dos servidores para manter o site no ar todo o tempo, além de ter ajudado a criar o recurso de Mensagens, que permite pré-configurar canais de contatos com os amigos, um dos destaques do Facebook em 2010.

Ele também ajudou a melhorar a estabilidade da ferramenta de chat da rede social. “É complexo tornar a experiência de chat homogênea para os usuários e fazer com que as mensagens cheguem com rapidez.”

Hoje, o engenheiro trabalha na equipe das fan pages, páginas que permitem que empresas e marcas criem perfis na rede social. “Queremos que o dono da padaria da esquina consiga interagir com seus clientes da mesma forma que as pessoas interagem com seus amigos no Facebook”, diz Schmidt. No Facebook, segundo ele, a maioria dos projetos é realizada por “equipes com quatro ou cinco engenheiros”.

Busca por novos talentos brasileiros

Além do trabalho diário de desenvolvimento de software do Facebook, Schmidt ganhou outra tarefa em 2009: aproveitar suas viagens ao Brasil para difundir a cultura do Facebook nas universidades brasileiras e, quem sabe, descobrir novos talentos para a empresa. “Eu fiz uma grande viagem em 2009 e visitei duas ou três universidades, mas depois parei um pouco”, diz Schmidt.

A última visita de Schmidt ao Brasil aconteceu na metade de setembro de 2011, quando o engenheiro fez uma palestra sobre pesquisa e desenvolvimento no Facebook em diversas universidades brasileiras, incluindo a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas (SP), onde trabalhou como professor por um curto período em 2003, quando se mudou para a Suiça para fazer doutorado.

Três anos após sua chegada no Facebook, Schmidt tem alcançado bons resultados em seu trabalho, mas também nas suas visitas de recrutamento ao Brasil. Desde a primeira, o Facebook já contratou outros 17 brasileiros para trabalhar na sede em Palo Alto (EUA), sendo que sete foram contratados diretamente por Schmidt e outros quatro indiretamente (para outras equipes, mas com indicação do brasileiro).

Para Schmidt, trabalhar em uma empresa como o Facebook é um desafio para os engenheiros, que são expostos a uma cultura diferente das empresas tradicionais. “É uma nova realidade para os engenheiros que estão acostumados a alcançar resultados aqui e ali. No Facebook, o fruto do seu trabalho tem um grande impacto para pessoas do mundo todo.”

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