Jovens criam oportunidades de desenvolvimento a partir da convivência com bairro.

10 nov


Criar, a partir da convivência com o território, alternativas de desenvolvimento local. É assim que três jovens da cidade de Fortaleza, estado do Ceará (Brasil), estão mudando sua relação com o bairro onde vivem.
Emília, Paulo e Wesley, moradores da Barra do Ceará, são os idealizadores do Coletivo Pode Crer, através do qual eles realizam intervenções artísticas e culturais, envolvendo os moradores do bairro. Reformas em equipamentos públicos, oficinas, documentários e pesquisa sócio-afetiva são algumas das ações desenvolvidas.

Como demonstração da coletividade do grupo, os três fizeram questão de ser entrevistados em conjunto pela ADITAL. Na conversa, via skype, relatos empolgados de como a organização, a mobilização e a ação podem proporcionar oportunidades de desenvolvimento saudável a crianças, adolescentes e moradores em geral da Barra do Ceará, bairro localizado em zona periférica da cidade.

O encontro dos membros do Coletivo Pode Crer se deu por meio de um curso de audiovisual realizado pelo Centro Urbano Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca), um equipamento da Prefeitura de Fortaleza. A afinidade entre eles e o desejo de contribuir para o desenvolvimento local fizeram com que os jovens pensassem em uma organização para além do período de realização do curso.

A primeira ação desenvolvida pelo grupo foi realizada com crianças e adolescentes que frequentavam o píer do Rio Ceará, o qual margeia o bairro. “Percebemos que os próprios meninos arrancavam as palhas da coberta do píer”, relembra Paulo Ricardo Oliveira, de 19 anos. Foi então que eles propuseram às crianças que eles mesmos fizessem a reforma da coberta. A ideia iria proporcionar um sentimento de pertencimento ao território.

“Fizemos tudo com recursos próprios. Fomos juntando palhas secas no bairro e refizemos a coberta”, relata Wesley Freitas, ou Ubatata (como é conhecido), de 24 anos. A ação resultou em um documentário, chamado de Tibum. Em seguida, Tibum passou a ser o nome dado às atividades realizadas pelo Coletivo Pode Crer com as crianças e adolescentes do píer.

Tal projeto rendeu outros frutos, como a realização de uma oficina de pipas, que contou com o apoio financeiro de alguns comerciantes do bairro. Wesley relembra que o trabalho foi uma oportunidade de desenvolver as habilidades das crianças para artes. Recentemente, como continuidade da ação, o Coletivo ofereceu uma oficina de ilustrações para o grupo do Tibum.

Outra ação pensada pelos jovens do Coletivo Pode Crer é a realização de uma pesquisa sócio-afetiva com os moradores do bairro Barra do Ceará. “Vamos perceber o grau de empoderamento deles com a região. Como percebem os problemas, os potenciais, os lugares que gostam”, explica Paulo. A pesquisa será desenvolvida com comerciantes do bairro. “São pessoas que trabalham e moram na região. Pensamos que eles podem ter uma relação mais próxima”, avalia Emília de Andrade, de 27 anos.

Quando questionados sobre as dificuldades encontradas para realizar esse trabalho, eles citam a necessidade de agregar mais pessoas e o receio da comunidade. “Tem pessoas que ficam com pé atrás, porque julgam essas atividades como sendo de interesse político”, explica Wesley. Por outro lado, eles afirmam que apostam na convivência com o bairro para reverter as dificuldades e construir alternativas de desenvolvimento a partir do olhar de quem mora ali.

Fonte: Adital
Acesso em: 30/10/2011
Pesquisado por Aline Augusta de Oliveira – Voluntária Online

voluntariosonline.org.br

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