A sustentabilidade e algumas verdades

3 fev

Embora alguns radicais ambientalistas queiram a qualquer custo colocar a culpa por todos os desastres naturais nos seres humanos, nas empresas e suas ações, a verdade é que nem sempre esses são os vilões. E ainda algumas atitudes que parecem ser soluções nem sempre o são.

Alguns desastres naturais que acontecem, por exemplo, por anomalia na circulação do ar e a raios solares como a onda de calor de 2003 e o derretimento da neve do Kilimanjaro são associadas ao aquecimento global sem ser ele o culpado.

A indústria do papel que muitas vezes é apontada como uma vilã em potencial do desmatamento, em termos de emissão de carbono ela contribui mais para limpar do que poluir. Isso porque para crescer cada nova plantação seqüestra mais carbono, e, além disso, a empresa tem sempre uma plantação em pé em seus terrenos.

Outro exemplo são as embalagens dos vegetais que embora sejam os vilões dos lixões ajudam a evitar o desperdício de alimentos. Assim, sabendo balancear as duas coisas, as embalagens podem ser vistas como a “mocinha” da história.

A matança de pássaros por derramamento de óleo na verdade é a causa menos preocupante. Choques em prédios, fios elétricos e carros comuns matam em até 89 mil vezes mais desses animais.

A utilização da energia solar que parece uma ação inovadora, infelizmente, não é uma solução totalmente limpa, os painéis fotovoltaicos além de serem caros ainda poluem o meio ambiente.

O plástico biodegradável também é outra solução problemática, sua decomposição libera metano que tem o potencial de aquecimento global 20 vezes maior que o CO2. E, além disso, esse novo plástico contém metais mais pesados como o chumbo, que podem causar um problema ambiental sério em uso maciço.

Apesar dessas controvérsias, fechar os olhos para os problemas e tentar colocar a culpa na natureza pelos desastres argumentando, por exemplo, que a atividade vulcânica contribui mais para o aquecimento global do que as ações humanas, também não contribui em nada.

A sustentabilidade requer mais investimentos em pesquisas para novas estratégias energéticas, buscar soluções para os problemas que surgem, reciclar muito e realmente buscar economias mais inteligentes e que não apenas “tampem o buraco com uma peneira”.

Fonte:

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=11763&cod_canal=48.
Fonte: Revista Super Interessante. Edição 299. 09/12/2011

Escrito por Tatiana Santos Andrade – Voluntária Online

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