Astrônomos detectam açúcar ao redor de uma estrela jovem

30 ago

Cientistas detectaram moléculas de glicoaldeído no gás da estrela IRAS 16293-2422, que fica a 400 anos-luz da Terra
EFE | 29/08/2012 16:16:55

 

ESO/NASA/JPL-Caltech/WISE Team

Imagem em infravermelho da região Rho Ophiuchi , com a estrela IRAS 16293-2422 no centro do quadrado branco e no destaque, ilustração de moléculas de glicoaldeído

Uma equipe internacional de astrônomos detectou pela primeira vez açúcar ao redor de um estrela jovem, informou nesta quarta-feira o Observatório Austral Europeu (na sigla em inglês, ESO), sediado na cidade de Garching, no sul da Alemanha.

Através das observações do radiotelescópio ALMA, situado no Deserto do Atacama (Chile), no planalto de Chajnantor, a 5 mil metros de altura, os cientistas conseguiram captar moléculas de glicoaldeído no gás que rodeia a estrela binária jovem IRAS 16293-2422, que possui uma massa similar a do Sol e está localizada a 400 anos-luz da Terra.

“No disco de gás e pó que rodeia esta estrela de recente formação encontramos glicoaldeído, um açúcar simples que não é muito diferente ao que adicionamos em nosso café”, assinalou Jes Jorgensen, do Instituto Niels Bohr da Dinamarca e principal autor do estudo.

Segundo o astrônomo, “esta molécula é um dos ingredientes na formação do ácido ribonucleico (RNA), que, assim como o DNA, é um dos ingredientes fundamentais para a vida”.

“O que é realmente fascinante é que as observações realizadas com ALMA revelam que as moléculas de açúcar estão caindo em direção a uma das estrelas do sistema”, indicou Cécile Favre, da Universidade de Aarhus (Dinamarca).
Desta forma, este achado demonstra que os elementos essenciais para a vida se encontram no momento e lugar adequados para poder existir nos planetas que se formam ao redor da estrela.

O glicoaldeído já tinha sido avistado no espaço interestelar anteriormente, mas esta é a primeira vez que se localiza tão próximo de uma estrela deste tipo, com distâncias equivalentes às que separam Urano do Sol em nosso próprio sistema solar.

“Essa descoberta levanta uma grande dúvida: quão complexas podem vir a ser estas moléculas antes que sejam incorporadas a novos planetas? Isto poderia nos dar uma ideia a respeito da forma como a vida pode se originar em outras partes”, ressaltou Jorgensen.

Segundo o cientista, as observações com o Grande Conjunto Milimétrico/Submilimétrico de Atacama (ALMA), caracterizado por uma grande precisão e sensibilidade, “serão de vital importância para desvendar este mistério”.

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